Mostrando postagens com marcador Johnny. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Johnny. Mostrar todas as postagens

4 de jan. de 2012

Querido Diário...

É estranho como eu me pego pensando em pessoas de quem eu não me lembrava há anos no meio da noite, quando bate a insônia.
Noite passada foi Maycon. "Conheci" Maycon na internet já faz alguns anos. O "conheci" fica entre aspas porque na verdade eu estudei no mesmo colégio que ele no ensino médio, estávamos apenas em classes diferentes. No colégio nunca tínhamos sequer nos cumprimentado, apenas o conhecia de vista, já que era namorado de uma amiga de uma amiga minha (é, era bem essa a relação). Na época nem imaginava que ele sequer tivesse me notado.
Maycon tinha uma reputação: era o que se chamava no sul de "jaguara". Era também um dos maiorais na escola, por mais que fosse um cafajeste as meninas estavam todas aos seus pés.
Uns três ou quatro anos se passaram e (eu sei, é patetico) encontrei ele numa sala de bate papo.
Conversa vai, conversa vem, descobrimos que tínhamos estudado no mesmo colégio e decidimos marcar um encontro. Quando nos vimos eu o reconheci de cara e para minha surpresa ele também me reconheceu. O que me chamou a atenção foi o que veio à sua cabeça assim que ele me viu: "Você era a namorada do Johnny na escola, não era? A gente não era autorizado a chegar nem perto de você, nem mesmo quando vocês se separaram" ("se separaram" era o seu jeito de ser delicado, já que na verdade, Johnny me deu um pé na bunda).
Quando eu terminei com meu ultimo ex, Ricardo (o outro), Maycon foi o primeiro homem que me fez sentir desejada (não amada, porque com ele tudo era carnal e eu não tinha nenhuma ilusão do contrário). Eu sempre fui muito comedida, não me abria com ninguém, não me entregava a ninguém, mas ali estava eu um dia, com Maycon, fazendo ele se sentir desconfortável porque eu não conseguia tirar as mãos dele. Não sei o que deu em mim, eu sempre fui absurdamente introvertida, e lá estava eu, acabrunhando o maior galinha que eu conhecia.
E sabe do que mais? Eu me senti bem.
Talvez seja isso que falta: sentir, deixar os sentimentos tomarem conta (pelo menos de vez em quando) e fazer o que der na telha. Eu sei que eu deixei de fazer isso quando era mais nova e me arrependo de não ter feito uma imensidão de coisas. E agora, vem o sentimento que já é tarde demais.

E além disso tudo, fui dormir pensando em Johnny. De novo...