28 de fev. de 2012

Reflexoes, Capitulo I

Tenho uma família bastante convencional (note-se o sarcasmo). Pais divorciados, meio-irmãos, filha de segundo casamento, na parte do meu pai família nunca presente, traições, mentiras, falta de respeito, etc.

Até alguns anos atrás eu jogava esse jogo do qual ninguém sai vencedor. Tentar lidar com a família nunca é fácil, especialmente quando tem muitas coisas se passando ao seu redor e ninguém tem tempo ou vontade de olhar pra você e realizar que você também tem problemas.

Eu sempre fui muito observadora, e usei isso para desenvolver meus mecanismos de defesa. No dia em que eu briguei com a minha então melhor amiga na sétima ou oitava série e uma das poucas vezes que decidi fazer de minha mãe confidente, recebi como resposta "e você não pensou na minha amizade com a mãe dela nem um segundo" (tendo em mente eu briguei com a minha "amiga" para defender a minha mãe). Foi aí que eu aprendi a não expor minha vida pessoal pra ninguém, já que não fazia sentido, eu só iria levar patada mesmo!

Meu pai então tentou me envenenar a vida toda contra a minha mãe (tenha em mente que meu pais se divorciaram quando eu tinha 22 ou 23 anos). Mesmo quando eles ainda estavam juntos meu pai sempre tentava fazer de conta que minha mãe era uma víbora que vivia acusando ele, o santo, de coisas terríveis. Foram vários episódios que eu não vou mencionar (hoje). Então descobri que meu pai tinha amantes em algumas cidades, fazia minha mãe fazer economia em casa enquanto ele saía pra beber, fumar e pagar pelas suas prostitutas (e tinha a coragem de me dizer que não tinha dinheiro pra pagar minha universidade, enquanto eu trabalhava o dia todo por uma ninharia que não era nem suficiente pra sobreviver). Mais uma lição aprendida: se alguém não dá a mínima pra você, ainda que seja sua família, pra que se importar com esta mesma pessoa? Resultado: cortei relações com meu pai e toda a família dele. E sabe do que mais? Não me fazem falta nenhuma, e graças a minha decisão não vão arruinar a infância do meu filho do mesmo modo que arruinaram a minha.

E as lições vão se estendendo: não confio em ninguém (minha irmã ia correndo contar pra minha mãe qualquer coisa que eu contasse pra ela), não dou satisfações a ninguém (minha melhor amiga no colégio vivia me julgando por que as minhas escolhas não eram do gosto dela), afastei-me de todas as pessoas que me fizeram mal (a lista é muito grande pra colocar aqui) e aprendi, acima de tudo, que o passado - ainda que a gente goste de olhar pra traz e reviver certas coisas - tem esse nome por que não se pode muda-lo, não se pode voltar atrás, o passado é o que é e não vai mudar.

Por mais que o passado me incomode, por mais que eu gostasse de ter mudado certas coisas, a única coisa que eu posso mudar é o futuro. Não posso me culpar por ter agido da maneira errada, pois eu não era o que sou hoje e não sabia então o que eu sei agora. Mas aprendi. Aprendi com a vida. E isso ninguém pode tirar de mim.

3 de fev. de 2012

Meaningful meaningless meanings

A cada momento as coisas ficam mais confusas. Ou não. Depende do ponto de vista.
Às vezes sinto como se tivessem apagado parte do meu cérebro. Não sai absolutamente nada de lá de dentro. Me sinto como se tivesse coisas demais pra dizer em palavras que simplesmente não "acontecem".
Nem sei se dá pra entender. Ou se existe realmente algo errado na minha vida ou não. Achei que talvez um dia os questionamentos fossem cessar mas parece que não vão.
É possível estar feliz e infeliz, satisfeito e insatisfeito, tudo no mesmo instante? Não sei, mas é a única forma de expressar como me sinto.