I have issues...
... Muitos... Alguns deles só existem na minha mente, outros são incrivelmente reais.
Eu não consigo mais me expressar muito bem (não que antes a mensagem viesse muito mais clara do que agora!), tenho uma dificuldade de comunicação tremenda, eu às vezes entro em pânico pelo motivo mais ridículo, o mais comum: atender o telefone e ter que falar com estranhos e em alguns casos até mesmo com conhecidos; do celular eu já me livrei há alguns anos.
Eu detesto/desprezo meu pai (e o resto da família dele).
Eu não costumo tomar decisões e se me colocarem sob pressão eu me fecho como uma ostra por semanas. Eu gostaria de tomar o controle mas eu mesma não me permito.
Eu tenho pavor de dirigir: não que eu não saiba dirigir, mas eu tenho medo de não ser boa o suficiente, consequentemente eu não vou a lugar nenhum sozinha.
E aí eu fico me perguntando: com todos esses problemas, onde você começa o conserto?
27 de jul. de 2012
6 de jun. de 2012
Bobagenzinhas...
Eu ando trabalhando bastante, não dá muito tempo nem sequer pra respirar. E então, depois de chegar em casa, brigar com filho, fazer as pazes, dar um peteleco na orelha, ameaçá-lo dizendo "Me responde desse jeito de novo que eu te faço engolir os dentes!", botar o pirralho na cama e assistir um filme o que sobra é o que vem parar aqui nesse blog.
Uns dias é o desespero (acredite em mim, uma criança de 2 anos de idade, teimosa e com muita opinião própria tem a capacidade de te fazer chorar de frustração), noutros depressão, ou mesmo ainda um vazio imenso. Durante o dia não dá tempo de pensar no que eu sinto, então quando chega a noite fica tudo misturado, é um verdadeiro turbilhão de sentimentos. O que é um dos motivos da insônia que ataca algumas noites. Eu fico pensando em tudo aquilo que eu não tive tempo de pensar durante o dia e não tem jeito de pregar os olhos, por mais cansada que eu esteja.
E então eu penso nas coisas que eu não fiz, nos outros rumos que a vida poderia ter tomado e para alguém como eu não tem como fugir disso. Você pode até dizer que eu não tento mudar a minha atitude, etc. mas existem coisas sobre nós mesmos que não dá pra mudar, por mais que a gente tente. O que eu preciso é aprender a viver com isso, ou pelo menos minimizar os efeitos. E eu encontrei como parte da solução a solitude e o isolamento (que também é parte do problema).
Além do meu marido eu não tenho amigos, não por essas partes do globo, só muito longe, com os quais eu falo decentemente talvez uma vez por ano, e olhe lá!
É uma vida triste e solitária, mas também me permite deixar bem longe de mim o passado e as coisas que poderiam ter sido mas não foram, as tentações e vícios que eu sei que de outra forma eu não conseguiria controlar.
É preciso fazer certos sacrifícios, de uma forma ou outra, pra que você se sinta melhor consigo mesmo/a, mas a vida nunca vai ser perfeita, pra ninguém.
14 de mai. de 2012
A Via Láctea
Eu vivo nesses altos e baixos. Num dia eu perdi toda a razão de viver, no outro já está tudo bem de novo, ou quase tudo bem, depende do dia.
Eu não aprendi a lidar com isso muito bem ainda.
Eu tenho ataques de pânico que só não são piores porque eu tenho pavor de deixar alguém me ver perder o controle.
Falta tempo pra mim mesma e às vezes isso é bom, outras vezes nem tanto. Tem dias que ficar sozinha com meus pensamentos me alivia todas as dores, me livra dos pensamentos ruins. Noutros dias é o começo do desespero.
Não é de hoje, sempre fui assim.
Desculpa, mas os pensamentos estão um pouco desconexos hoje.
"Eu nem sei por quê me sinto assim
Vem de repente um anjo triste perto de mimE essa febre que não passaE meu sorriso sem graçaNão me dê atençãoMas obrigado por pensar em mim"
Eu não aprendi a lidar com isso muito bem ainda.
Eu tenho ataques de pânico que só não são piores porque eu tenho pavor de deixar alguém me ver perder o controle.
Falta tempo pra mim mesma e às vezes isso é bom, outras vezes nem tanto. Tem dias que ficar sozinha com meus pensamentos me alivia todas as dores, me livra dos pensamentos ruins. Noutros dias é o começo do desespero.
Não é de hoje, sempre fui assim.
Desculpa, mas os pensamentos estão um pouco desconexos hoje.
"Eu nem sei por quê me sinto assim
Vem de repente um anjo triste perto de mimE essa febre que não passaE meu sorriso sem graçaNão me dê atençãoMas obrigado por pensar em mim"
8 de mai. de 2012
Ando...
Não, eu não morri (de novo). Mãe visitando, filho aprontando, imigração empentelhando e trabalho estressando. Tá explicado.
11 de abr. de 2012
Profecies
And here I am, back. No, I didn't die a tragic death, neither have I gone into exile or anything as dramatic as that. I've been depressed.
The fact that I had to stay at home with my 2 year-old for a couple of weeks didn't help a lot. I explain: he's a handful, stubborn and wilful.
It just got me thinking that I can control my son, I can't control my life, I just can't control anything lately. And that freaks me out.
And then comes crying. I just can't control myself. I feel I am a failure (in more than one aspect) and that makes me feel even worse. It's a downward spiral.
I'm back to work this week, which helps, keeps my mind occupied (a little too much maybe). And obviously as I am here writing again it's not as bad as it was anymore.
But the feelings haven't gone, sometimes I don't even know what brings them on, but they are there, one way or another.
I think I just resigned myself that this is not going to change, whatever I do with my life, this way of living is just what's inside me and will always be.
The fact that I had to stay at home with my 2 year-old for a couple of weeks didn't help a lot. I explain: he's a handful, stubborn and wilful.
It just got me thinking that I can control my son, I can't control my life, I just can't control anything lately. And that freaks me out.
And then comes crying. I just can't control myself. I feel I am a failure (in more than one aspect) and that makes me feel even worse. It's a downward spiral.
I'm back to work this week, which helps, keeps my mind occupied (a little too much maybe). And obviously as I am here writing again it's not as bad as it was anymore.
But the feelings haven't gone, sometimes I don't even know what brings them on, but they are there, one way or another.
I think I just resigned myself that this is not going to change, whatever I do with my life, this way of living is just what's inside me and will always be.
28 de fev. de 2012
Reflexoes, Capitulo I
Tenho uma família bastante convencional (note-se o sarcasmo). Pais divorciados, meio-irmãos, filha de segundo casamento, na parte do meu pai família nunca presente, traições, mentiras, falta de respeito, etc.
Até alguns anos atrás eu jogava esse jogo do qual ninguém sai vencedor. Tentar lidar com a família nunca é fácil, especialmente quando tem muitas coisas se passando ao seu redor e ninguém tem tempo ou vontade de olhar pra você e realizar que você também tem problemas.
Eu sempre fui muito observadora, e usei isso para desenvolver meus mecanismos de defesa. No dia em que eu briguei com a minha então melhor amiga na sétima ou oitava série e uma das poucas vezes que decidi fazer de minha mãe confidente, recebi como resposta "e você não pensou na minha amizade com a mãe dela nem um segundo" (tendo em mente eu briguei com a minha "amiga" para defender a minha mãe). Foi aí que eu aprendi a não expor minha vida pessoal pra ninguém, já que não fazia sentido, eu só iria levar patada mesmo!
Meu pai então tentou me envenenar a vida toda contra a minha mãe (tenha em mente que meu pais se divorciaram quando eu tinha 22 ou 23 anos). Mesmo quando eles ainda estavam juntos meu pai sempre tentava fazer de conta que minha mãe era uma víbora que vivia acusando ele, o santo, de coisas terríveis. Foram vários episódios que eu não vou mencionar (hoje). Então descobri que meu pai tinha amantes em algumas cidades, fazia minha mãe fazer economia em casa enquanto ele saía pra beber, fumar e pagar pelas suas prostitutas (e tinha a coragem de me dizer que não tinha dinheiro pra pagar minha universidade, enquanto eu trabalhava o dia todo por uma ninharia que não era nem suficiente pra sobreviver). Mais uma lição aprendida: se alguém não dá a mínima pra você, ainda que seja sua família, pra que se importar com esta mesma pessoa? Resultado: cortei relações com meu pai e toda a família dele. E sabe do que mais? Não me fazem falta nenhuma, e graças a minha decisão não vão arruinar a infância do meu filho do mesmo modo que arruinaram a minha.
E as lições vão se estendendo: não confio em ninguém (minha irmã ia correndo contar pra minha mãe qualquer coisa que eu contasse pra ela), não dou satisfações a ninguém (minha melhor amiga no colégio vivia me julgando por que as minhas escolhas não eram do gosto dela), afastei-me de todas as pessoas que me fizeram mal (a lista é muito grande pra colocar aqui) e aprendi, acima de tudo, que o passado - ainda que a gente goste de olhar pra traz e reviver certas coisas - tem esse nome por que não se pode muda-lo, não se pode voltar atrás, o passado é o que é e não vai mudar.
Por mais que o passado me incomode, por mais que eu gostasse de ter mudado certas coisas, a única coisa que eu posso mudar é o futuro. Não posso me culpar por ter agido da maneira errada, pois eu não era o que sou hoje e não sabia então o que eu sei agora. Mas aprendi. Aprendi com a vida. E isso ninguém pode tirar de mim.
Até alguns anos atrás eu jogava esse jogo do qual ninguém sai vencedor. Tentar lidar com a família nunca é fácil, especialmente quando tem muitas coisas se passando ao seu redor e ninguém tem tempo ou vontade de olhar pra você e realizar que você também tem problemas.
Eu sempre fui muito observadora, e usei isso para desenvolver meus mecanismos de defesa. No dia em que eu briguei com a minha então melhor amiga na sétima ou oitava série e uma das poucas vezes que decidi fazer de minha mãe confidente, recebi como resposta "e você não pensou na minha amizade com a mãe dela nem um segundo" (tendo em mente eu briguei com a minha "amiga" para defender a minha mãe). Foi aí que eu aprendi a não expor minha vida pessoal pra ninguém, já que não fazia sentido, eu só iria levar patada mesmo!
Meu pai então tentou me envenenar a vida toda contra a minha mãe (tenha em mente que meu pais se divorciaram quando eu tinha 22 ou 23 anos). Mesmo quando eles ainda estavam juntos meu pai sempre tentava fazer de conta que minha mãe era uma víbora que vivia acusando ele, o santo, de coisas terríveis. Foram vários episódios que eu não vou mencionar (hoje). Então descobri que meu pai tinha amantes em algumas cidades, fazia minha mãe fazer economia em casa enquanto ele saía pra beber, fumar e pagar pelas suas prostitutas (e tinha a coragem de me dizer que não tinha dinheiro pra pagar minha universidade, enquanto eu trabalhava o dia todo por uma ninharia que não era nem suficiente pra sobreviver). Mais uma lição aprendida: se alguém não dá a mínima pra você, ainda que seja sua família, pra que se importar com esta mesma pessoa? Resultado: cortei relações com meu pai e toda a família dele. E sabe do que mais? Não me fazem falta nenhuma, e graças a minha decisão não vão arruinar a infância do meu filho do mesmo modo que arruinaram a minha.
E as lições vão se estendendo: não confio em ninguém (minha irmã ia correndo contar pra minha mãe qualquer coisa que eu contasse pra ela), não dou satisfações a ninguém (minha melhor amiga no colégio vivia me julgando por que as minhas escolhas não eram do gosto dela), afastei-me de todas as pessoas que me fizeram mal (a lista é muito grande pra colocar aqui) e aprendi, acima de tudo, que o passado - ainda que a gente goste de olhar pra traz e reviver certas coisas - tem esse nome por que não se pode muda-lo, não se pode voltar atrás, o passado é o que é e não vai mudar.
Por mais que o passado me incomode, por mais que eu gostasse de ter mudado certas coisas, a única coisa que eu posso mudar é o futuro. Não posso me culpar por ter agido da maneira errada, pois eu não era o que sou hoje e não sabia então o que eu sei agora. Mas aprendi. Aprendi com a vida. E isso ninguém pode tirar de mim.
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