20 de abr. de 2013

Incerteza

Eu sei... Já faz um tempo... Ando introvertida, como sempre.
Será que agora é hora? Essa é a pergunta que anda na minha mente. É o medo talvez. Medo de fazer o que deve ser feito, medo de me envolver, medo de tudo. Vivi a vida inteira com medo. Medo de ferir, medo de agir, medo de falar, medo de viver.
Será que agora é hora? Será que é hora de colocar pra fora tudo o que está entalado na garganta, tudo o que eu guardo na caixinha no fundo do baú, tudo o que eu penso e sinto...
E a oportunidade já passou de novo... E eu no impulso acho que devia fazer o que deve ser feito mas acabo me convencendo do contrário. Me dou tempo demais, tudo é criticamente analisado, moído e remoído, processado... E cá estou eu, no mesmo lugar em que comecei..
Será que agora é hora?

5 de set. de 2012

A Tempestade

Eu acordei de manha e o mar negro la fora da minha janela tinha mudado desde a noite anterior. Nao estava mais calmo e sereno como no dia anterior. Agora estava revolto e violento, rebelde e sombrio. Enquanto eu assistia da minha sacada, eu me dava conta que muitas vezes assim tambem eh a vida. A brandura da superficie faz-se mascara do que se passa debaixo do manto de serenidade e as vezes - e  muito poucas vezes - o que se escondeu por tanto tempo se revela de uma forma brutal e abrupta.
Quem sabe se amanha ou depois nao vai ser um desses dias de clima incerto...

27 de jul. de 2012

Issues

I have issues...

... Muitos... Alguns deles só existem na minha mente, outros são incrivelmente reais.

Eu não consigo mais me expressar muito bem (não que antes a mensagem viesse muito mais clara do que agora!), tenho uma dificuldade de comunicação tremenda, eu às vezes entro em pânico pelo motivo mais ridículo, o mais comum: atender o telefone e ter que falar com estranhos e em alguns casos até mesmo com conhecidos; do celular eu já me livrei há alguns anos.
Eu detesto/desprezo meu pai (e o resto da família dele).
Eu não costumo tomar decisões e se me colocarem sob pressão eu me fecho como uma ostra por semanas. Eu gostaria de tomar o controle mas eu mesma não me permito.
Eu tenho pavor de dirigir: não que eu não saiba dirigir, mas eu tenho medo de não ser boa o suficiente, consequentemente eu não vou a lugar nenhum sozinha.
E aí eu fico me perguntando: com todos esses problemas, onde você começa o conserto?

5 de jul. de 2012

6 de jun. de 2012

Bobagenzinhas...

Eu ando trabalhando bastante, não dá muito tempo nem sequer pra respirar. E então, depois de chegar em casa, brigar com filho, fazer as pazes, dar um peteleco na orelha, ameaçá-lo dizendo "Me responde desse jeito de novo que eu te faço engolir os dentes!", botar o pirralho na cama e assistir um filme o que sobra é o que vem parar aqui nesse blog.
Uns dias é o desespero (acredite em mim, uma criança de 2 anos de idade, teimosa e com muita opinião própria tem a capacidade de te fazer chorar de frustração), noutros depressão, ou mesmo ainda um vazio imenso. Durante o dia não dá tempo de pensar no que eu sinto, então quando chega a noite fica tudo misturado, é um verdadeiro turbilhão de sentimentos. O que é um dos motivos da insônia que ataca algumas noites. Eu fico pensando em tudo aquilo que eu não tive tempo de pensar durante o dia e não tem jeito de pregar os olhos, por mais cansada que eu esteja.
E então eu penso nas coisas que eu não fiz, nos outros rumos que a vida poderia ter tomado e para alguém como eu não tem como fugir disso. Você pode até dizer que eu não tento mudar a minha atitude, etc. mas existem coisas sobre nós mesmos que não dá pra mudar, por mais que a gente tente. O que eu preciso é aprender a viver com isso, ou pelo menos minimizar os efeitos. E eu encontrei como parte da solução a solitude e o isolamento (que também é parte do problema).
Além do meu marido eu não tenho amigos, não por essas partes do globo, só muito longe, com os quais eu falo decentemente talvez uma vez por ano, e olhe lá! 
É uma vida triste e solitária, mas também me permite deixar bem longe de mim o passado e as coisas que poderiam ter sido mas não foram, as tentações e vícios que eu sei que de outra forma eu não conseguiria controlar.
É preciso fazer certos sacrifícios, de uma forma ou outra, pra que você se sinta melhor consigo mesmo/a, mas a vida nunca vai ser perfeita, pra ninguém.

14 de mai. de 2012

A Via Láctea

Eu vivo nesses altos e baixos. Num dia eu perdi toda a razão de viver, no outro já está tudo bem de novo, ou quase tudo bem, depende do dia.
Eu não aprendi a lidar com isso muito bem ainda.
Eu tenho ataques de pânico que só não são piores porque eu tenho pavor de deixar alguém me ver perder o controle.
Falta tempo pra mim mesma e às vezes isso é bom, outras vezes nem tanto. Tem dias que ficar sozinha com meus pensamentos me alivia todas as dores, me livra dos pensamentos ruins. Noutros dias é o começo do desespero.
Não é de hoje, sempre fui assim.
Desculpa, mas os pensamentos estão um pouco desconexos hoje.


"Eu nem sei por quê me sinto assim
Vem de repente um anjo triste perto de mimE essa febre que não passaE meu sorriso sem graçaNão me dê atençãoMas obrigado por pensar em mim"

8 de mai. de 2012

Ando...

Não, eu não morri (de novo). Mãe visitando, filho aprontando, imigração empentelhando e trabalho estressando. Tá explicado.